sábado, 13 de junho de 2009

Sonhar?

Mas, voltando para a narrativa, descobri nos depoimentos que ouvi, em palavras escassas e até mesmo em discursos monossilábicos, que muitos deles não eram capazes de sonhar e mais tarde comecei a desconfiar que o futuro não era palavra presente em seus vocabulários.
_ Fessô, pular daqui deve ser “da hora” Zé!
_ Sim, arrebentar a cara lá embaixo é que não deve ser gostoso.
_ Ah fii! aí já é outra história
Notei neste incidente que o hoje, o agora, o neste instante é o que importa. Velho. Que filosofia de vida é esta? De vida? Confuso. Porém admirado e interessado. Com um pouco de inveja por ter visto naqueles adolescentes tanta vitalidade e vontade de passar por novas experiências.
Bem... A oitava, ou quarto ano do segundo ciclo, nomenclatura que nem eles absorveram, não sabe o que é escola técnica e não quer saber de seleção para o segundo grau. No máximo fazem planos para o segundo grau na escola estadual duas quadras a frente.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Primeiro dia

Dia 13 de abril, escola 13 às 13hs. Primeiro dia na rede, primeiro dia na escola, primeiro dia de docência formal. De posse do encaminhamento da Secretaria de Educação recebido no dia 08 e após os feriados da Paixão de Cristo fui encaminhado a minha primeira turma, a primeira das quase 30 que irei conhecer nestes meses que citei abaixo. E como me sinto? Sinto-me professor, sinto-me orgulhoso. Diário na mão, turma de oitava série e confesso que não esperava entrar para a sala de aula no primeiro dia. Sinto-me inocente. Aprendi logo: hora na escola é, hora na sala, hora no livro de ponto é hora no contracheque. Não havendo outras horas na escola melhor será preparar algo em casa pra amanhã e não dar vexame em sala sem ter o que oferecer aos alunos. Aqui estando, uma boa idéia é nos apresentarmos e eu sondar as expectativas deles para com a disciplina. Inocente. Esperava encontrar a mim mesmo sentado em uma das minhas salas, não que eu fosse um aluno exemplar em minha carreira escolar, mas o fato é que eu era fatalmente o meu modelo de aluno, o aluno por quem eu quis ser professor era eu mesmo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tudo começando...

Ah! Se tivesse escrito algum capítulo anterior o meu leitor saberia que estudei em uma universidade pública na qual alguns professores engajados em causas sociais me disseram que a docência em escola pública seria a oportunidade de devolver à população o investimento que fizeram em mim ao propiciar que eu me formasse em uma entidade gratuita. Lembrei-me disso no dia da posse deste cargo público de professor PII na Prefeitura municipal de Betim em 13/04/2009. (Foto do curso de formação para professores novatos)