Vieram as aulas-entrevista e foi impossível não me sensibilizar com as deficiências apresentadas pelos alunos. Meninos e meninas com três anos de escolaridade em média que ainda não escrevem nem o próprio nome corretamente são os casos mais gritantes além de muitos outros casos que aprendi a classificar muito bem durante o curso do GEEMPA. Pré-silábicos 1, pré-silábicos 2, silábicos e alfabéticos rumo a alfabetização 100% é uma meta ambiciosa, mas também uma meta muito necessária, pois não podemos permitir que esses pequenos cidadãos continuem nesta condição de marginalidade. Sofrendo esta dor que é estar incluído na escola mesmo acreditando não possuir a capacidade de aprender. Será essa a razão de tanta agressividade negativa? Acreditar ser "burro" ou ter uma deficiência neurológica, psicológica ou mesmo física que o empeça de aprender é realmente algo muito doloroso. Ser incluído em um lugar onde não somos acolhidos pode ser mesmo revoltante. Esses alunos precisam mesmo de uma metodologia diferente, ou somente de uma nova oportunidade com atenção especial? Seja lá qual for a resposta, estou sensibilizado com a causa e farei o que for necessário pra contribuir com este programa ao qual me propus. Não que o dinheiro envolvido não seja muito interessante pra mim, mas estou realmente sensibilizado com o programa e ansioso por começar.terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Sensibilizado
Vieram as aulas-entrevista e foi impossível não me sensibilizar com as deficiências apresentadas pelos alunos. Meninos e meninas com três anos de escolaridade em média que ainda não escrevem nem o próprio nome corretamente são os casos mais gritantes além de muitos outros casos que aprendi a classificar muito bem durante o curso do GEEMPA. Pré-silábicos 1, pré-silábicos 2, silábicos e alfabéticos rumo a alfabetização 100% é uma meta ambiciosa, mas também uma meta muito necessária, pois não podemos permitir que esses pequenos cidadãos continuem nesta condição de marginalidade. Sofrendo esta dor que é estar incluído na escola mesmo acreditando não possuir a capacidade de aprender. Será essa a razão de tanta agressividade negativa? Acreditar ser "burro" ou ter uma deficiência neurológica, psicológica ou mesmo física que o empeça de aprender é realmente algo muito doloroso. Ser incluído em um lugar onde não somos acolhidos pode ser mesmo revoltante. Esses alunos precisam mesmo de uma metodologia diferente, ou somente de uma nova oportunidade com atenção especial? Seja lá qual for a resposta, estou sensibilizado com a causa e farei o que for necessário pra contribuir com este programa ao qual me propus. Não que o dinheiro envolvido não seja muito interessante pra mim, mas estou realmente sensibilizado com o programa e ansioso por começar.Postado por Valter Honorio às 20:56 1 comentários
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
O Alfabetizador
Postado por Valter Honorio às 10:59 3 comentários
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Hahaha, o fessô caiu!
Postado por Valter Honorio às 17:15 1 comentários
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Um professor "light".
Postado por Valter Honorio às 22:53 0 comentários
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Gritei, ops!
Postado por Valter Honorio às 20:48 0 comentários
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
"Inclusão"
Fim do horário e primeiro intervalo na sala dos professores. Outra inclusão, tenho uma cadeira e uma portinha no escaninho que no futuro terá o meu nome numa etiqueta com corações. Querem saber o meu nome, em que outra escola eu trabalho e há quantos anos dou aulas, falam de flexibilização, de aposentadoria, de ASMUB, SindUTE subsede Betim, da 32D, da 32B, da 42C, da 31C etc... Alguém de pé dá os informes da assembléia da categoria e o calendário das paralisações que começaria imediatamente.Postado por Valter Honorio às 19:13 0 comentários
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Ufa! Acabada a primeira aula.
Bem... Segunda turma do dia e nesta nem sei me fazer ouvir, sou professor substituto, só substituto... Acho que não estou nem substituindo, no meio desta bagunça não sou nem ser humano. De repente e de onde menos se esperava, uma voz viria em meu auxílio "professor você tem que gritar use uma régua pra bater na mesa e mande todo mundo sentar senão você não vai dar atividade nenhuma" . Gritar não me pareceu uma boa idéia. Havia prometido pra mim mesmo em uma consulta com o fonoaudiólogo no SESMT que não eu gritaria e nem forçaria minhas cordas vocais em competição sonora. A palavra “atividade” me soou mais solidária, então inventei um ditado e comecei a dizer umas palavras, aos poucos a turma se acalmava e me via transformando em um daqueles professores que improvisam aula. Frustrado. Sou professor? Quando enfim um número considerável de alunos já me ouvia (e depois descobri que os outros não fariam nada mesmo em aulas futuras) quis conversar com eles e fazer perguntas de sondagem, mas não quis macular aquele sagrado momento em que as palavras que fluíam de minha boca se transformavam em caligrafias múltiplas em seus papéis. Senti-me, no mínimo professor (professorzinho de merda), pois uma mínima transmissão de dados, mesmo que ainda não sendo processados em conhecimento, já acontecia. O simples ato de poder transmitir algo, naquele momento era uma imensa satisfação.Postado por Valter Honorio às 00:18 0 comentários
Professor enfim?
Aos 30 anos e de posse de uma vaga de trabalho na função que escolhi, após estudar na faculdade que sonhei e tomar posse do cargo que almejei eu juro que acreditava que estaria realizado profissionalmente e financeiramente. Porém não consigo ser professor, não nos moldes que o meu aluno modelo esperava porque ele não está lá. Financeiramente? Plena campanha salarial, “não querem pagar as nossas perdas salariais”, “acham que devemos pagar a conta pela crise mundial”, “congelaram o plano de carreira”, “suspenderam as férias prêmio”. Será que devo me preocupar com isso agora? Frente a todas as angústias e questionamentos sindicalizei-me e satisfiz-me momentaneamente com esta inclusão, nas assembléias me chamaram de companheiro, sou categoria, sou filiado, voto... Sou professor enfim?Postado por Valter Honorio às 00:13 0 comentários
terça-feira, 14 de julho de 2009
Intimidando
Postado por Valter Honorio às 00:01 1 comentários
sábado, 13 de junho de 2009
Sonhar?
Postado por Valter Honorio às 23:48 0 comentários
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Primeiro dia
Dia 13 de abril, escola 13 às 13hs. Primeiro dia na rede, primeiro dia na escola, primeiro dia de docência formal. De posse do encaminhamento da Secretaria de Educação recebido no dia 08 e após os feriados da Paixão de Cristo fui encaminhado a minha primeira turma, a primeira das quase 30 que irei conhecer nestes meses que citei abaixo. E como me sinto? Sinto-me professor, sinto-me orgulhoso. Diário na mão, turma de oitava série e confesso que não esperava entrar para a sala de aula no primeiro dia. Sinto-me inocente. Aprendi logo: hora na escola é, hora na sala, hora no livro de ponto é hora no contracheque. Não havendo outras horas na escola melhor será preparar algo em casa pra amanhã e não dar vexame em sala sem ter o que oferecer aos alunos. Aqui estando, uma boa idéia é nos apresentarmos e eu sondar as expectativas deles para com a disciplina. Inocente. Esperava encontrar a mim mesmo sentado em uma das minhas salas, não que eu fosse um aluno exemplar em minha carreira escolar, mas o fato é que eu era fatalmente o meu modelo de aluno, o aluno por quem eu quis ser professor era eu mesmo.Postado por Valter Honorio às 23:43 0 comentários
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Tudo começando...

Postado por Valter Honorio às 23:30 0 comentários





